Editorial de Maio

 

Em aditamento ao editorial de Abril…

Kulima não é uma Empresa de prestação de serviços, uma empresa de venda de produtos, uma fábrica de programas… é uma Organização que dia-a-dia cresce e aumenta a sua capacidade de serviço com o aumento do número dos seus técnicos, dos seus Membros e,

com o aumento dos serviços prestados nas comunidades.

 

O que isso implica?

 

1.     Em cada Delegação e na Sede Nacional as pessoas que aderem aos Objetivos da KULIMA crescem em número e qualidade e continuam coesas como Organização ao Serviço das comunidades mais desfavorecidas.

2.     Todos os Programas realizados em benefícios das Comunidades não terminam com o calendário estabelecido pelo contracto com o Doador, mas continuam a fazer parte da Atenção e apoio por parte sobretudo da equipa técnica de cada Delegação!

 

 

Explicando com pormenores

 

A KULIMA começou as suas atividades no ano 1984, trabalhando intensivamente nos cincos Distritos do Norte da Província de Inhambane, Vilanculos, Inhassoro, Nova Mambone, Mabote e Funhalouro, enquanto a guerra civil entre Governo e Renamo continuava sempre mais violenta, com fortes incursões em todo o território nacional, até atingir o aeroporto de Vilanculos.

 

Passaram 37 anos. Realizamos diferentes programa, graças ao suporte externo vindo do mar, à logística aérea e às periódicas colunas Humanitárias, sustentadas pelo exército regular. Como é hábito dos Doadores, depois de cinco anos tivemos que pôr termo a todos os programas e ir para abrir novas frentes mesmo na capital de Inhambane e Maxixe.

Todos os técnicos engajados, apesar da morte de vários, que a guerra e as doenças os levaram desta vida, todos ficaram ligados à vida da KULIMA e ainda hoje temos pessoas que trabalham em nome da KULIMA, agradecem por todo o apoio recebido, e sobretudo com eles sabemos tudo o que se passa naqueles territórios e facilmente podemos intervir para apoiar mais o crescimento daquelas comunidades.

 

Não sei se entendem? A ação da KULIMA teve impacto positivo… mas não somente no primeiro período. A KULIMA se espalhou por todo o território nacional e as suas ações continuam a ter impacto positivo. Que eu saiba e se a memória não falha, nenhuma comunidade nos rejeitou até hoje!

 

Refletindo porém sobre a atitude de alguns Delegados Provinciais, nota-se que os mesmos operam com uma atitude de sobrevivência, ou seja, vivem somente com a realização de programas aprovados e financiados. Uma vez que terminam… é colocada uma pedra em cima e se continua com uma atitude vegetativa.

Não pode ser assim!

Um Delegado com a sua Equipa técnica não deve perder a memória de quanto realizado na sua Província, deve ter em dia toda a história dos programas realizados, deve seguir constantemente a evolução post-programa e manifestar a todos os beneficiários diretos que a KULIMA continua com uma atenção particular para com eles.

 

Vou descer no concreto fazendo uma análise duma Província!

O Delegado está totalmente engajado num programa, financiado por uma ONG espanhola, a Madre Coraje, que exige dele todo o tempo disponível. Dum lado faz bem e luta para que o nome da KULIMA fica bem estimado pelo Doador e pelas comunidades beneficiárias de Magude.

Mas, ele é Delegado Provincial! Ele deve viver com a memória e com a atenção com todos os beneficiários que passaram na Província. A Atenção para Magude lhe faz perder toda a atenção que deveria dar a todas as Associações criadas ao longo dos últimos anos com os programas do Small Scale Irrigation, do PIDA, do grande programa de Construção do reassentamento de Khongolote, do Centro de Formação em Marracuene, dos programa de SIDA, das infraestruturas criadas e semiabandonadas, etc. Tudo está mencionado na Historia da Delegação… mas não pode ser somente história… deve ser vida que roda em volta da Delegação!

Por isso, ele deve cultivar uma equipa técnica permanente, que se ramifica e presta a devida atenção a todas as iniciativas realizadas e a realizar na Província!

O Exemplo desta Província se estende a todas as outras Províncias. A nossa riqueza deve ser bem desfrutada!

 

Concluindo, aproveito de quanto afirmado acima, todos os Delegados devem:

·      Elaborar e atualizar uma historia da própria Delegação,

·      Elaborar e atualizar as fichas técnicas dos programas realizados,

·      Elaborar e atualizar a lista de todos os técnicos e ativistas comunitários

·      Elaborar um calendário de monitoria de todos os beneficiários

·      Visitar e avaliar o impacto dos pogramas realizados

·      Elaborar propostas de reforço das iniciativas realizadas

·      Elaborar e atualizar o património da Instituição

·      Pesquisar e aumentar o número de colaboradores, estagiários ou voluntários

·      Elaborar o Plano Estratégico Provincial

 

Em suma o DELEGADO deve ser o Ponto Focal da KULIMA ao alto nível de cada Província, no qual foi posta toda a confiança da Instituição que representa!

 

_________________________________

Um abraço forte, 

Domenico Liuzzi,

Director Nacional da KULIMA.

 

 

LegetøjBabytilbehørLegetøj og Børnetøj