Editorial de Janeiro 2018

 

Vivemos daquilo que semeamos e colhemos!

Nada vem de graça! A não ser a chuva, o calor do sol, todos os fenómenos da natureza, que infelizmente nesta época estão confusos e fora do ritmo normal!

E, o ano novo 2018 encontra a nossa organização com uma situação débil de programas, ao menos para algumas Delegações. As perspetivas do arranque não são positivas… apesar de todos nós estarmos com esperança que a situação de estalo vai mudar.

Precisa reagir, assumindo uma atitude de confiança e planificando formas agressivas e inovadoras de modo a que as equipas de cada Delegação se possam sentir garantidas em enfrentar este novo ano laboral.

O que quer dizer “planificando formas agressivas e inovadoras”?

As nossas formas de angariação de fundos para realizar programas de bem-estar social para as comunidades carentes não podem ser estáticas. Aprendemos umas formas de trabalho, tais como, pesquisar jornais em busca de concursos, leitura de webs ligados à cooperação, convites de parcerias com entidades internacionais entre outros e ficamos às vezes estéreis e sem bons resultados.

Como se comporta o sector privado? Usa formas de marketing com muita insistência, vendendo os seus próprios produtos e os seus próprios serviços… e dependendo da forma como são apresentados… se tornam procurados e adquiridos.

Do nosso lado, temos uma longa experiência de programas realizados!

Relacionados com os pilares da KULIMA:

- Precisamos rever quanto de bom realizamos e quanto de bom é valido aos dias de hoje, classificando e preparando novas propostas atualizadas para serem apresentados a novos Doadores.

- Precisamos sentir e colher com visitas ao campo as reais necessidades, fruto de pesquisa no seio das comunidades e elaborar propostas eficazes de luta conta a pobreza.

- Precisamos pesquisar na Web e colher no mundo as melhores práticas já realizadas, adaptando-as as reais exigências moçambicanas.

- Precisamos trabalhar em Parceria com outras ONG’s ricas de experiência em matéria de cooperação, sem contudo ficar moleques delas.

- Precisamos captar e colher os constrangimentos que o Governo e as suas Direções Nacionais e Provinciais encontram. E manifestar o interesse em colaborar com eles, dando propostas concretas para os ultrapassar.

Como exemplos:

- O problema da presença de água salubre nas novas fontes construídas. Como dessalinizar essa água?

- O problema da análise dos Solos em vista de educar os camponeses a ter resultados de alta produtividade. Como introduzir as novas máquinas em uso noutros países?

- O problema da recolha de água, garantindo reservas para a família e para as atividades agropecuárias, com o uso de caleiras, retenção de água com pequenas represas, uso de painéis solares em lugares apropriados sem que haja possibilidade de roubo, captação de água onde não há água, evitando os lençóis de água salubre, etc. Como expandir s experiência realizadas?

- O problema do empoderamento da MULHER, temática que se repete há muitos anos e sem sucesso. Como testar as experiências realizadas na Província de GAZA, noutras Províncias?

- O problema das finanças rurais e dos problemas enfrentados, sem que se crie uma forma estável e de crescimento permanente. Como propor novas formas mais eficazes e de longa duração?

- O problema a cobertura dos serviços de Educação e Saúde nas regiões longínquas e fora dos Planos do Governo. Como convencer o Governo a aceitar os nossos serviços neste campo, que sempre priorizou comunidades fora do alcance dos Planos governamentais?

Nisso, o diálogo permanente com os diferentes setores do Governo é muito importante, sem cair no servilismo “político”.

Perante tudo isso, os meios de visibilidade que temos devem aumentar, panfletos, relatórios/estudos de programas realizados com bons resultados, Mídias, mesmo aproveitando também dos micro-programas que estamos realizando neste arranque do ano: Programa da distribuição das Mantas, que nos vai ligar mais com as estruturas da Saúde, programa de construção de poços com bomba AFRIDEV ou bomba elétrica, que nos liga muito com as Direções de OPH das Províncias.

 

Concluindo,

As Delegações todas, mas, sobretudo as que estão carentes de programas a executar, devem enriquecer-se de pessoal técnico, proveniente das Universidades e Escolas do Ensino Superior existentes em cada província, ou outro pessoal técnico livre de compromissos que deseja fazer uma experiência de voluntariado na nossa organização, e com eles criar grupos de trabalho seja para elaborar propostas como para fazer Lobbing e Advocacia.

Os grupos, orientados pelo Delegado provincial devem portanto:

- Analisar a situação socioeconómica da província,

- Pesquisar e estudar todos os intervenientes da SC e suas atividades,

- Elaborar propostas, baseadas nas experiências realizadas na Província e fora,

- Elabora propostas novas que se relacionam com a nossa real capacidade de serviço da nossa Instituição e que se relacionam com as reais necessidades das comunidades locais, evidenciadas nos planos governamentais.

 

BOM ANO 2018!

E QUE … TUDO POSSA CONCORRER PARA O CRESCIMENTO INTEGRADO DA NOSSA INSTITUIÇÃO E DAS COMUNDADES ONDE TABALHAMOS!

 


 

Um abraço forte 

Domenico Liuzzi

Director Nacional da KULIMA

 

 

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