Editorial de Maio

 

Assegurar a PAZ em Moçambique

depende de cada um de nós!

 

Quanto acontece em Moçambique sobre o Processo de PAZ, é algo de previsível, devido a diferentes factos históricos, culturais e da atual situação socioeconómica. Continuar em guerra, seria um fracasso geral, uma recíproca matança sem benefício algum. Não se podia continuar por longo tempo e a conclusão do processo de PAZ, vai favorecer todos, seja os que estão no poder, assim como os que lutam para uma Democracia mais autêntica e estável.

Eis as expressões dos Grandes Presidentes:

 

O Presidente Afonso Dhlakama anunciou na quinta-feira finda, 04 de Maio, a prorrogação da trégua militar entre as forças do Governo e da RENAMO, por tempo indeterminado. “Hoje estou para anunciar a prorrogação da trégua. Mas hoje há uma novidade, porque a trégua será diferente daquelas tréguas que já pude anunciar. Estou a agora a anunciar a trégua sem prazo” disse o presidente Afonso Dhlakama aos jornalistas a partir da serra da Gorongosa. Tal como referiu o próprio presidente Dhlakama, a “trégua sem prazo é uma novidade que o Povo moçambicano a tanto esperava”.

 

O Presidente Nyusi acredita que Moçambique está no caminho certo para a paz, anunciou o chefe de Estado numa mensagem de Páscoa. "Esta celebração ocorre numa altura em que a sociedade moçambicana caminha, a passos largos, rumo ao estabelecimento de consensos conducentes a um convívio harmonioso e de concórdia decorrente do diálogo, em curso, para a paz efetiva". Ele apela à fé num futuro "radiante, mesmo em momentos em que os nossos caminhos se mostrem sinuosos ou as nossas capacidades não estejam no seu melhor"… "Unidos na diferença, mas no mesmo propósito, podemos, com muito trabalho, construir um país de bem-estar para todos", conclui o Presidente. 

Os empenhados pela PAZ, portanto agora são os dois juntos, facto que vai determinar uma mudança radical da situação socioeconómica do País.

Milhares de moradores de várias aldeias, que ficaram desertas na sequência do conflito político-militar entre o Governo moçambicano e a Renamo, começaram a regressar às origens em Manica e Sofala, centro do país, dando crédito no fim das hostilidades.

E nós? Podemos ficar meramente espectadores neste Processo? Se for assim, somos fracos, seriamos membros dum povo infantil que espera sempre dos Grandes a solução dos conflitos.

Devemos lembrar, que ELES, mesmo com as melhores expressões do Mundo, são sempre políticos e, sendo tal, sempre hão-de pecar de atitudes políticas, ou seja, de atitudes apropriadas ao momento, não esquecendo, talvez sem clara consciência, o fator determinante do PODER. Eles, não se podem libertar disso… e a História um dia vai dizer a total verdade sobre os factos atuais.

E, NÓS? Devemos ser atores neste processo, revitalizando os pontos fortes da nossa Instituição: Educação comunitária de forma integrada e apoio específico para o engajamento de crescimento socioeconómico da Comunidade rurais.

Sobretudo as Delegações que sofreram de perto os horrores da Luta Armada, tais como Manica e Sofala, devem preparar e apresentar propostas de programas concretos para cada comunidade que se reinstala nas suas terras de origem. Estamos a voltar às origens da nossa Instituição, mas é isso mesmo!

A vida deles deve recomeçar de zero, a partir da coesão social da comunidade, da aceitação dos antigos valores ancestrais, da dedicação à terra produtiva, do recomeço da educação e saúde, da participação ativa na Governação(!), sem ficar atrás a respeito das outras comunidades que de guerra somente ouviram falar.

 

Espero que haja forte contribuição nisso da parte de todos!

 

Os últimos da Sociedade são a nossa Prioridade!

 

 

 

  

 


 

Um abraço forte 

Domenico Liuzzi

Director Nacional da KULIMA

 

 

LegetøjBabytilbehørLegetøj og Børnetøj