Editorial de Novembro

 

Glasgow! COP26

 

Ainda um ano de luta e de demonstrações da parte de todos os ativistas ambientais. Este ano dominam os Jovens, sendo o futuro deles ameaçado seriamente!

Uma miríade de movimentos em todos os países do Mundo! É hora que em Moçambique se faça algo de concreto!

 

Faço minhas as palavras da Activista Mariana, que lidera o movimento de Justiça Climática no mundo:

 

“Enquanto escrevo, está acontecendo um dos maiores encontros criminosos contra a humanidade e a vida na terra - COP26. Os culpados pela crise climática são as empresas multinacionais e os governos. A razão pela qual tudo isso está acontecendo é o sistema capitalista”…

Onde estamos e para onde queremos ir

 “Mudança de sistema, não mudança climática” não é um pedido que fazemos às instituições atuais. É nossa responsabilidade fazer acontecer. Para conseguir isso, é necessário que sejamos coordenados global e regionalmente, que definamos estratégias e criemos espaços onde possamos construir o poder das pessoas. O Acordo de Glasgow foi criado com essa ambição, ser um passo para o movimento assumir nossa missão de alcançar justiça social e climática dentro do prazo ditado pela ciência do clima…

 

Uma estratégia foi construída:

i)               Produzir inventários territoriais para mapear as fontes de emissões existentes e propostas - uma ferramenta acionável que nos dá uma imagem clara de nossa realidade de emissões e o que precisa ser encerrado ou Redefinir;

ii)              Criar espaços de poder popular onde comunidades, movimentos e organizações de base possam colaborar na construção de planos de ação para mudança de sistema e justiça climática - a agenda de justiça climática;

iii)            Construir espaços regionais e globais de coordenação que nos permitam criar estratégias globais que também se adaptem a cada contexto local. Definimos uma estrutura baseada em assembleias, grupos de trabalho globais e conferências estratégicas”.

 

Refletindo do lado de Moçambique, como membro dos movimentos de defesa ambiental e das mesmas Plataformas ambiental e de Industria extrativa…O que fizemos e o que nos propomos fazer?

 

Ainda a ativista Mariana nos convida a refletir:

 

·       - Como o seu grupo vê o Acordo de Glasgow?

Quais eram suas expectativas ao aderir ao Acordo de Glasgow? Qual é a sua percepção atual disso? Que mudanças ocorreram em seu grupo desde a adesão ao acordo? Como você se envolveu nisso? (ex: Inventários, agendas climáticas, ações globais, grupos de trabalho, assembleias, etc ...)

 

·       - Quem, em sua opinião, vai conseguir a mudança do sistema?

Seu grupo? Uma organização de massa que você está liderando? Uma organização aliada em seu contexto? Uma organização existente que seu grupo "pressionará"? Governo existente ou poderes do estado? Outros atores? Que papel você vê seu grupo desempenhando neste cenário?

 

·       - Que influência seu grupo tem em seu contexto local, e o que seu grupo alcançou este ano?

Qual tem sido o seu foco principal? Quais atividades / ações você conduziu? O seu grupo está apoiando as lutas locais? Coordenando mobilizações nacionais? Organizando ações em massa? Participando de espaços maiores para mobilização em massa?

 

·       - Como o seu grupo se relaciona com os espaços internacionais de coordenação?

Você está organizado internacionalmente? Você é um grupo local, nacional ou internacional? Quão essencial ou opcional é a coordenação internacional do seu grupo, em termos de recursos humanos? Quanto mandato você atribui aos espaços internacionais sobre os processos internos de tomada de decisão do seu grupo? Como você está lidando com a adaptação de suas estratégias aos calendários internacionais e nacionais ao mesmo tempo?

 

Sabemos que o Acordo de Glasgow não foi criado para ser mais um espaço de promessas vazias e inação.

Cabe a nós enfrentar a terrível realidade que vivemos, olhar um para o outro e decidir como será a história.

 

A Justiça climática tem ideias claras e persegue caminhos concretos para mudar a atual situação no Mundo!

 

E nós? Estamos aparecendo grandes “oportunidades” de descobertas de jazigos de carvão em Tete e no Niassa, há licenças de pesquisas em diferentes partes do País e no mar, há a vontade de avançar com Palma recuperando o tempo perdido pela guerra do Isis… Tudo isso vai mesmo enriquecer o Pais? Tudo isso, que mundialmente é considerado Negativo ara o Ambiente…. Vamos manter uma atitude indiferente e deixar que os grandes continuem a avançar sem cara?

 

Muito depende de nós. Temos um Pais cujo 70% são Jovens e toda a força da mudança reside neles se forem esclarecidos, animados e engajados na mudança política.

 

É hora de agir, depois do grande evento de Glasgow!!!

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Um abraço forte, 

Domenico Liuzzi,

Director Nacional da KULIMA.

 

 

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