Editorial de Fevereiro 2018

 

Escândalos na vida das ONG´s Internacionais

O mal endêmico que encontramos na vida política de muitos Países do Mundo, onde se pratica o suborno, o roubo, o desvio de fundos e tantos outros males que toda a gente vê e que é difícil comentar, apesar da sua divulgação de forma escondida, atingiu as grandes Organizações humanitárias. Nada se pode esconder debaixo dos raios solares. Ou cedo ou tarde … a verdade volta a se manifestar!

É quanto aconteceu nos programas de emergência nas Haiti e noutras regiões do planeta. Como pode um líder de programa humanitário, cair e realizar ações tão sujas, que é melhor não mencionar? Como pode uma pessoa, que em nome da caridade aproveitar de gente pobre e indefesa?

E a gente pobre, mesmo para ter um pedaço de pão ou um pano para se vestir, aceita tudo e cobre com o silêncio atitudes que nem são duma besta, mas somente de seres humanos desvirtuados da sua essência de homens!

Isso aconteceu, e pode acontecer ainda! É uma ALERTA para TODOS!

Penso que devemos renovar periodicamente, se não cada dia, o nosso compromisso de líderes retos, vocacionados a usar fundos de Doadores, fruto de recolha de tanta gente que tem intenções corretas em apoiar a gente pobre, de líderes, que pela sua honestidade foram escolhidos para serem intermediários destes serviços.

E, este conceito de liderança deve ser estendido a todos, Direções Nacionais e Províncias, Responsáveis de Departamentos, Técnicos, logísticos, secretários e segurança… Todos, cada um com o seu específico serviço, levamos perante a Sociedade Moçambicana o nome duma Instituição que por 34 anos nunca se manchou destes atos inomináveis!

O conceito de serviço, se não for puro e desinteressado, é descoberto como tal e a dignidade dos pobres, tarde ou cedo vai descobrir… e seremos rejeitados por todos! Nisso, precisa que saibamos renunciar a serviços mal feitos e afastar-nos deles.

Fazendo um salto na área politica… Nestes dias o Presidente da África do Sul, demitiu-se, ou melhor foi obrigado neste mês de Fevereiro 2018 a se demitir pelos escândalos causados. Mas, levou quanto tempo, quanto fundos gastos, quantos tribunais ocupados nisso, enquanto deveriam resolver outros problemas mais importantes, e não último, o problema da Seca e falta de água na cidade mais rica do País, Cape Town! Roubou, desviou fundos, apropriou-se de bens que não eram fruto do seu trabalho. Deveria ter entendido imediatamente que o lugar que ocupava não era mais deles, apesar de ter sido escolhido pelo seu Partido. Manchou-se… como continuar a representar uma grande Nação… deveria ter saído de imediato! Quanto tempo perdido! Será que este acontecimento vai incidir sobre a vida Moçambicana? Espero!

Voltando ao nosso SERVIÇO, ao nosso engajamento em serviços sociais, em cada Delegação somos uma equipa, devendo demonstrar que somos um grupo coeso, engajado e que, se houver erros… devem ser assumido por todos … assim como, se houver boas realizações, tudo deve ser manifestado e prontos a replicar no seio das comunidades.

 


 

Um abraço forte 

Domenico Liuzzi

Director Nacional da KULIMA

 

 

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