Editorial de Outubro

 

O serviço aos outros e o interesse coletivo

Devem preservar os nossos direitos!

 

Estudo dum caso!

Um dia destes, como Direção da KULIMA, propusemos a um grupo de técnicos uma inovação, relacionada com as retribuições a dar pelos serviços prestados, sendo:

Realização de dois programas de pesquisa, cujos fundos totais disponíveis seriam partilhados para todos os técnicos, duma forma homogénea conforme as responsabilidades de cada um.

A ideia foi aceite e houve pessoas que afirmaram que a ideia era boa! E, houve consentimento de todos, sem uma mínima dúvida!

Na prática porém, quando foram chamados para aceitar concretamente a proposta e assinar documentos…. O facto não foi engolido …

O que se passava?

O interesse próprio venceu sobre o interesse comunitário, o sorriso manifesto durante a reunião, não era verdadeiro. Ou melhor parecia verdadeiro, até não infringir o interesse próprio!

 

Quantas falsidades no dia-a-dia! 

Parece estarmos num bombardeamento cósmico, atingido por falsidade na rua, nos encontros, nos programas de comunicação, em suma de todos os lados recebemos notícias alterada e encontramos fatos que, apelar como enjoativos, seria a palavra mais delicada!

Os Políticos, os Grandes da terra, os Decisores das sortes do Planeta agem, conduzidos por razões camufladas de boas intenções e por trás tanto interesse próprio, tanto interesse pelo Partido, tanto interesse pelo Poder, apesar da cara de Anjo, toda dedicada ao Povo, aos Pobres, aos que precisam, aos que manifestam vontade de crescer.

Sabem utilizar as boas palavras e as pessoas simples acreditam e votam e apoiam os seus Programas. Se tivéssemos capacidade de discernir o interior deles… Seria terrível, como, contemplar um corpo lindo, mas dentro um cancro horrível que vai levar à morte, tarde ou cedo, dependendo da consciência da gente que o rodeia.

A falsidade é mesmo o cancro da nossa Sociedade e pode tornar-se tal nas nossas relações se não forem honestas e sinceras.

Tudo isso fere! E profundamente!

Apesar de tudo, e mesmo pondo de lado quanto acontecido, devemos sempre remar contracorrente, como o peixe salão que soube a corrente dos rios! Deixarmos andar com a corrente, com as atitudes de toda a gente que nos rodeia, preocupada somente pelos próprios interesses, nunca seremos gente, nunca iremos assumir uma postura de serviço, tão importante para os membros de uma Organização que persegue fins sociais!

A KULIMA, não é uma Empresa e tanto menos é uma Associação nos termos que costumamos ouvir, baseada somente em estruturas jurídicas.

A KULIMA nasceu por vir ao encontro de fortes carências sociais, em situações de guerra e de milhares de deslocados, onde o tempo a dedicar era ininterrupto, onde a garantia salarial e todos os direitos dos chamados trabalhadores, apesar de serem assegurados, eram preocupações que vinha em segundo lugar. A atenção toda estava na realização de ações que geravam resultados imediatos e em benefício das populações que realmente sofriam.

Este é o espirito que nos deve continuar a animar, que deve motivar a nossa presença na Instituição!

Se formos ditados a ingressar e permanecer na KULIMA, somente por motivos de emprego, com todos os direitos que a figura implica, se nos sentimos somente como trabalhadores e sem uma motivação social, que aceita os limites ditados das circunstâncias dos nossos serviços, e mais nada….

Não é o caso de continuar na Instituição! A frieza desta postura pode destruir tantas conquistas, tantos anos de luta e de testemunho de serviços para com as camadas mais pobres que tem o direito de crescer nos seus direitos de pessoas!

 

 

 

 

  

 


 

Um abraço forte 

Domenico Liuzzi

Director Nacional da KULIMA

 

 

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