Editorial de Abril

 

A KULIMA necessita de quadros permanentes e não de técnicos saltuários especializados que agarram as melhores oportunidades de trabalho, desconsiderando o crescimento gradual da Organização!

 

As exigências dos parceiros não podem colidir com a Filosofia da KULIMA!

 

O que é que está acontecendo nas nossas Delegações?

 

Vou iniciar com uma análise da Província da Zambézia.

A Delegação iniciou há mais de 20 anos e realizou uma série de programa em quase todo o território da Província. Realizou programas em Morrumbala e Mopeia, Luabo e Chinde, subiu para Nicoadala e Namacurra até cobrir Maganja da Costa e Pebane. Realizou programa no Gurué, em Mocuba e no Gilé… além a mesma cidade capital de Quelimane. Em suma dominou dois terços dos Distritos, realizando programas de desenvolvimento e Promoção social e tantos quadros técnicos foram engajados. O que resta de todos eles? Somente uma lembrança! Todos espalhados e dedicados nas suas vidas e agora o Delegado se encontra sozinho, sem programas a executar e sem uma equipa para reativas a vida da Delegação!

 

Isso é absurdo! A constituição dum grupo coeso, constituído por pessoas que trabalharam e que sentem vontade de manter esta força de serviço, deve ser a primeira preocupação dum Delegado. Ele deve criar uma rede de pessoas, que assumiram os objetivos da KULIMA e que querem continuar a manter viva este ideal de vida. Ao mesmo tempo, o grupo deve manter uma relação permanente com todos os quadros que trabalharam nos Distritos, comunicando permanentemente com eles, de modo que, como numa família, eles se sentem unidos com uma Instituição que por um período de tempo deu força para realizar algo de suporte humanos às comunidades mais desprotegidas.

 

Além disso, os Delegados e os seus colaboradores diretos, devem continuar a manter uma ligação estreita com as comunidades que se beneficiaram de programas realizados pela KULIMA.

Não podemos operar como as Empresas privadas. Realizam um programa, constroem umas infraestruturas, recebem os fundos e depois… adeus amizade e colaboração.

 

Todas as comunidades suportadas pela KULIMA devem continuar a sentir-se ligadas a nós, encontrando formas simples de ligação, nos aniversários do termo de obras, na continuação da monitoria do crescimento de quanto semeamos. Qualquer projeto, grande ou pequeno, sempre teve uma boa aceitação na comunidade… e como é possível esquecer as pessoas com que trabalhamos?

Faço agora outro exemplo de Gaza e Inhambane.

A equipa de Maputo e as Delegações tiveram uma ação direta com as centenas de camponeses que aderiram ao Programa de aumento de Produção e Produtividade da Mandioca em 11 Distritos. Foram formados 28 Extensionistas, foram sensibilizados, cara a cara, milhares de pessoas.

Podemos esquecer toda ad relação e a riqueza que espalhamos no seio das comunidades? Não é possível! Devemos encontrar formas, apesar de ter concluído o programa e o Doador ter saído como ator direto, para continuar mos juntos.

Vimos que para eles agora a maior necessidade e o aprovisionamento d fatores e meios de produção. E nós, sabemos fazer isso, cm u sem apoio do Doador. É isso que devemos fazer. Manter a presença no seio delas com o apoio em aprovisionamento dos meios de produção, enxadas, catanas, baldes, sementes… tudo via comércio… mas sempre com uma presença rotativa e de impacto.

 

Kulima esteve com elas e deve continuar a estar com elas!

 

Resumindo, é verdade que os doadores muitas vezes exigem todo um processo de recrutamento, mesmo em vista da eficiência operacional. A eles não interessa se depois da realização do Programa continuam com a KULIMA. Nisso devemos conjugar esta exigência com a exigência de entender, no ato da escolha, qual será a pessoa que assume a causa da KULIMA e que quererá permanecer com ela, mesmo depois da realização do Programa.

Muita atenção nisso!

Entre dois técnicos agrónomos com os mesmos conhecimentos e vontade de colaboração devo entender qual a pessoa que interioriza a vida da KULIMA e quer ser membro efetivo da nossa Instituição!

Entre duas técnicas sociais com os mesmos conhecimento e vontade de colaboração devo entender qual é a pessoa mais sensível à vida KULIMA  quer ser efetivo na Instituição com ou sem contracto.

Quando acabar o programa, há-de querem sempre manter uma ligação direta ou indireta com a Instituição.

 

Não sei se me expliquei bem!

 

Mas entendam que a minha grande preocupação é que cada Delegação mantenha e sustenta um Movimento de pessoas interligadas pelos mesmos objetivos da KULIMA, orientado na analise de situações que precisa apoiar no seio das Comunidades e na busca de soluções para um apoio concreto!

 

Mantendo vivo o interesse para isso, para qualquer programa que vamos iniciar, será fácil reativar o engajamento dos técnicos sem perder tanto tempo no arranque de um programa finalizado. 

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Um abraço forte, 

Domenico Liuzzi,

Director Nacional da KULIMA.

 

 

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