Editorial de Junho 2020

“Nem tudo ver para matar”

As Calamidades naturais e criadas pelo Homem e, qualquer Vírus que aparece na terra,

não podem enfraquecer a nossa firmeza de serviço comunitário

 

Os Moçambicanos, um Povo tão calmo e sem manifestações de rebeldia, nestes anos foi invadido de enormes problemas de vida, a começar do longo período de seca dos anos passados, das duas inundações do IDAI e Kenneth, aos ataques rebeldes de bandidos no centro do País e sobretudo dos ataques dos extremistas Judaístas de Cabo Delgado, obrigando mais que 160.000 pessoas a fugir das terras delas. Parecem situações que víamos nos outros países, Nigéria, Somália, Myanmar, etc. e que nunca pensávamos que deveria acontecer no nosso País.

A realidade infelizmente é diferente. A sete de poder e de riqueza obceca todos, apesar da grande experiência da longa Revolução contra o Colonialismo em que todos participaram diretamente ou foram herdeiros de exemplos dos seus Pais.

 

Enquanto escrevo, aconteceu o grave ato da Polícia contra o George Floyd as Minneapolis. Ficou sem ar e morreu por causa dum polícia que ficou 8 minutos premendo o seu pescoço. Horrível!

E a Protesta rebentou em toda a América e em todo o mundo. Vão mudar as atitudes negativas do racismo? A gente vai mudar de comportamento e sobretudo de convenções profundas sobre a raça? Tudo pode mudar somente se as atitudes adolescenciais entram no vivo dos Governantes e mudam as leis e as convenções de cada um de nós? Não tivemos a grande luta do ’68, onde, com a revolução dos Jovens, parecia que o mundo iria mudar? Não tivemos Luther King e Mandela, e tantos mártires do racismo, grandes figuras que determinaram as atitudes a ter para com a diferença de raça?

O mundo é minado de negatividade, apesar de momentos brilhantes de conquistas de justiça. Mas, esta realidade não nos deve colocar num estado de pessimismo. Ao contrário, devemo-nos erguer e ficar firmes nas nossas atitude de justiça, de igualdade, de respeito para com todos, estando nós primeiramente convencidos que somos todos iguais e o respeito deve partir de cada um de nós. Devemos desmascarar as atitudes negativas a começar no seio das nossas famílias, com os nossos filhos e familiares, mesmo com os nossos Dirigentes, que sempre colocam os interesses pessoais ao bem comum!

Apareceram declarações da parte dos nossos Dirigentes sobre os factos da América? Apareceram declarações sobre quanto acontece no Norte do País. É verdade que são negros que matam outros negros, mas as mortes são tantas e de gente inocente…e ninguém se rebela, nenhum movimento na rua… tudo é paciência! Onde estão os milhares de jovens universitários, as OJM, OMM, OCM e tantos outros grupos sociais, que tanto falam de serem intelectuais e cheios de conhecimentos sociais, mas nada fazem para demostrar que as coisas não vão bem? Até quando?

 

Vivemos mergulhados nesses problemas e devemos portanto saber conviver com eles e sermos fortes para nunca perder o equilíbrio nas nossas operações.

 

Como? Apresento 5 Atitudes como os dedos duma mão!!!

 

1. COESÃO: Como Instituição dedicado ao serviço dos que mais necessitam precisamos estamos unidos e coesos para sermos um corpo único que denuncia as injustiças e luta pela justiça social!

 

2.      CREDIBILIDADE: Os nossos Programas devem ser credíveis e com resultados palpáveis de modo que o nosso nome tenha respeito e adesão! Nada de mercantilismo!

 

3.     CONVICÇÃO: Devemos operar acreditando naquilo que fazemos! A convicção faz realizar programas não como obrigação e de rotina, mas totalmente engajados sabendo que o que fazemos serve realmente para todos!

 

4.      DEDICAÇÃO: O horário numa Instituição é importante e faz parte integrante da realização dum serviço… mas, quando o horário é respeitado somente por si… sem preocupação de realização das tarefas a realizar, sem aquela dedicação que faz concluir as tarefas na sua íntegra, não vale nada. A dedicação é algo que ultrapassa as regras socias, é vida, é tudo!

 

5.      VONTADE: Aliada à Dedicação é a Vontade de realizar os programas com todo o interesse, como se cada um de nós fosse dono da situação. Sairmos do conceito de imposição, de obrigação e realizar atividades com todo o desejo... Com toda a vontade!

 

Esta é a minha reflexão no mês de Junho, Aniversário da Independência de Moçambique. Passaram 45 anos, quase duas gerações e toda a Juventude, mais de 50% da População, quase desconhece o que aconteceu as lutas que levaram para chegar àquele momento! Nós vivemos de perto e sentimos viva na carne todo o sofrimento e as grandes ansiedades e esperanças que cultivamos!

Que os que estão no poder pudessem redescobrir os esforços dessa luta! E operar sempre para benefício do Povo Moçambicano!

A que serve o acúmulo de riqueza e de poder?

A quem vão deixar as riquezas acumuladas e os poderes conquistados?

Nasceram sem nada… e no fim da vida… voltarão a ser os mesmos!

 

 

Deus Oiça! 

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Um abraço forte, 

Domenico Liuzzi,

Director Nacional da KULIMA.

 

 

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