Editorial de Agosto

 

Editorial de Agosto

Caros membros e amigos da KULIMA.

Desde o ano 1974 quando em Janeiro cheguei em Moçambique, devido à minha formação social, concentrei toda a atenção na vida das Comunidades Rurais, dos seus hábitos e costumes, da análise das suas potencialidades de crescimento, convencido que, despertando nos camponeses o interesse a crescer, a situação de pobreza e de eternos explorados iria mudar gradualmente para uma vida mais digna.

Passaram já 43 anos e a situação não mudou. Do campo, a maioria dos jovens fogem para as cidades, convencidos que permanecendo no campo, vão continuar a ser pobres, a serem explorados, a serem impedidos de crescer, aproveitando de todas as riquezas que o campo daria.

Foram elaborados e realizados periodicamente programas governamentais, e, como um doente terminal, as comunidades ruais vivem de subsistência, de fecho periódico dos seus recursos financeiros, para em cada época recomeçar de novo, sem que haja acumulo de riqueza e de bem-estar.

Visão pessimista? Não real.

O campo continua a ser desfrutado e os camponeses não cultivam consciências dos seus poderes, das suas potencialidades, que se bem exploradas iriam satisfazer a todos. Os camponeses, pelo respeito que sempre tiveram culturalmente, continuam a agradecer pelas migalhas de programas que se realizam no campo. Agradecem por tudo, da fonte de água, às latrinas melhoradas, da chegada da eletricidade, da construção duma escola e dum Posto de saúde. Sempre agradecem aos grandes, que um dia se lembraram deles, não tendo consciência que estas intervenções são fruto do que oferece a terra. Os grandes, os ricos, vieram na sua maioria da Terra, mas a consideram somente como instrumento para o seu próprio enriquecimento e nada mais.

E Eles continuam a agradecer… e há-de continuar assim se não invertemos a situação! Se os camponeses não abrir os olhos e mexer com todas as potencialidades que eles tem em atividade para o benefício deles todos.

Queria propor portanto a todas as Delegações da KULIMA, constituídos em Grupos de Estudo, para organizar um estudo de Comunidade em Comunidade sobre o TEMAque a seguir apresento:

PORQUE É QUE AS ALDEIAS RURAIS APÓS TANTOS ANOS DE INDIPENDÊNCIA

NÃO CRESCEM SOCIAL E ECONOMICAMENTE?

 

COMO PODEMOS ENCONTRAR FORMAS DE CRESCIMENTO RURAL?

 

O CAMPO DEVE DESTRUTAR A SUAS POTENCIALIDES, ATÉ ATINGiR A SUA SUSTENTABILIDADE SOCIAL E ECONÓMICA!

Questões:

·        Como entender este TEMA? Estudos das suas potencialidades!

·        Como engajar os que tem capacidade em produzir?

·        Quais os passos a dar para iniciarem este processo de Desenvolvimento Local Comunitário?

 

Passos a dar:

1.     Constituição e formação duma equipa especializada em Pesquisa socioeconómica

2.     Definição da região modelo da considerar para Pesquisa.

3.     Preparação do material para a Pesquisa.

4.     Definição dos Sujeitos diretos da Pesquisa

5.     Áreas diretas da Pesquisa

6.     Elaboração do Draft da pesquisa

7.     Confrontação dos Sujeitos diretos da Pesquisa

8.     Elaboração dum programa concreto de Desenvolvimento Comunitário.

9.     Busca de Parcerias

10.   Realização do Programa

 

Analise das Potencialidades Rurais para serem ativadas de modo a criar um crescimento económico sustentável:

a)     Agricultura de conservação de longa duração

b)    Criação de Gado

c)     Desenvolvimento da Pesca e da Piscicultura

d)    Turismo solidário

e)     Desenvolvimento das Especialidades da Comunidade

f)      Arborização e fruteirização (!)

g)     Artesanato

h)    Nascentes de água mineral

i)       Minas

j)       Investimentos estrangeiros (%)

k)     Outros:

 

Podemos participar neste processo? Podemos dar o nosso contributo nisso? O convite está aberto a todos!

 

 

 

  

 


 

Um abraço forte 

Domenico Liuzzi

Director Nacional da KULIMA

 

 

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