KULIMA E EMERGENCIA 2000/2002

Estratégias de implementação:
Kulima aceita engajar-se em todos os programas de emergência considerando-os como base para futuros programas de desenvolvimento e as suas equipas técnicas permanecem no terreno após esgotada a fase de emergência.

Educação comunitária: Províncias de Sofala e Manica.
O programa consistiu em realizar uma educação sanitária comunitária nos 6 distritos de Machanga, Xibabava, Buzi e Sussundenga, Mussorize e Machaze, além de construir latrinas melhoradas para o sector familiar. O programa foi financiado pela Oxfam América, e terminou em maio 2001.
O mesmo programa está sendo realizado em Chokwé com Movimundo, em Congolote com Medicos del Mundo, em Machanga com a Cordaid e Gtz. 

Reassentamento das famílias vítimas da cidade de Matola no novo bairro de Congolote
O programa, ainda em curso, prevê a construção de 1.825 casas, sendo 1.517 para as vítimas da inundação do 2000 e 308 em favor dos recém-chegados do bairro da Liberdade em permanenente estado crítico devido às àguas estagnadas. É financiado pela NOVIB, até 2002.

Distribuição de Sementes e utensílios agrícolas em todos os distritos afectos pela inundação 2000.
O programa, financiado pela FAO e supervisado pelo Mader, abrange 34 distritos e foi realizado por 24 Ongs nacionais em coordenação com a Kulima, que recebeu um apoio técnico com 6 supervisores internacionais, um por cada província. O programa termina nos fins de fevereiro de 2001.

Distribuição de sementes vegetativas 
Financiado pela OXFAM-UK e Novib, o programa, realizou uma recolha de material vegetativo em todos os lugares não afectos pelas inundações e a relativa distribuição aos afectados, procurando testemunhar que a nível nacional existe uma capacidade de arranque de actividades após um desastre.
O programa abrangeu 20 distritos mais vulnerados das 5 Províncias em estado de emergência. Toda a operação levou a criar novos estudos e propostas para futuras emergências, cujo estudo foi proposto ao Ministério da Agricultura.

Micro Programas

Recuperação da escola de Timanguene/Magude, com financiamento da Intermon.
Recuperação das escolas de Magude com financiamento do PNUD/Cies.
Construção de 6 escolas novas em Moamba, financiadas por Terres des Hommes/PNUD.

6) Estudos e Pesquisas 
Duas actividades favoreceram a formação dos quadros da Kulima nas operações de emergência e deram maior eficacidade na realização dos programas: 
Pesquisa sobre a prevenção dos desastres naturais, com financiamento do PMA
Seminário de formação com LWF (Lutheran World Federation) sobre todos os parametros a serem utilizados em caso de emergência.

Actividades da Kulima em relação as DTS e SIDA

Estratégias de implementação
Os programas SIDA não devem ser realizados como específicos. Na experiência da Kulima, para que o impacto seja eficaz, todos os programas de sensibilização na prevenção da DTS/SIDA ficam inseridos num programa de "Educação sanitária-comunitária". Neste programa o tema SIDA ocupa um capítulo específico; mas, ao mesmo tempo, os operadores sociais que realizam as actividades, focalizam as diferentes problematicas da SIDA através das outras temáticas (gravidez, leite materno, transfusão de sangue, drogas, etc.).

Esta dinâmica integrada desperta muita atenção e aceitação da parte das comunidades às mensagens de sensibilização e de luta contra DTS/SIDA, sobretudo nas mulheres que reparam os problemas familiares no seu conjunto e não somente direccionados a uma situação contingente.
A Kulima ganhou esta consciência de operar na educação integrada devido ao impacto directo com as comunidades de base que exigiram que a mensagem tivesse uma atenção aberta a todas as problemáticas da família e da comunidade.


Feira de Sementes

Estes 3 programas (Feiras de sementes, Criação de Celeiros Comunitários e Conservação da Semente Local e Sua Conservação) foram concebidos de forma a que o produto local dos camponeses possa ser aproveitado, trocado a nível de distrito ou Posto Administrativo e estimular as pequenas redes de comércio que ficaram destruídas por causa da guerra ou de outros factores como falta de mercado.

VALORIZEMOS O PRODUTO LOCAL, é este o princípio do lançamento destes programas e para desenvolver uma cultura de valorização dos produtos locais em vez de se importar produtosde fora, correndo o risco de este último chegar tarde e não ser da preferência da população.